
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Declaração dos Direitos dos Idosos

1 - A pessoa idosa tem direito à existência física
- A segurança física e a salvaguarda em tempo de guerra, como em tempo de paz e especialmente em caso de catástrofes sociais ou naturais;
- A conservação da sua saúde mediante assistência apropriada de instalações adaptadas, de higiene, de cuidados e assistência geriátrica;
- O direito a uma vida normal com possibilidades de manter o contacto com a Natureza.
2 - A pessoa idosa tem direito à assistência económica
- A uma pensão de reforma que ultrapasse o minimo vital e possibilite a participação na vida social e cultural;
- Uma habitação decente e adaptada às mnecessidades da velhice;
- A possibilidade de realizar um trabalho produtivo e de exercer uma actividade útil.
3 - A pessoa idosa tem direito a assistência social
- A possibilidade de se relacionar com os outros de modo a evitar o isolamento;
- Relações de simpatia com os outros grupos da sociedade, medidas de protecção por parte das autoridades, sem discriminação de raça, de classe ou de credo e seja qual for o seu estado de saúde fìsica e mental;
- Uma representação politica eficaz, a possibilidade para colaborar com instituições democráticas e de participar na elaboração das leis.
4 - A pessoa idosa tem direito à existência cultural
- O livre acesso à formação cultural assim como às possibilidades de aperfeiçoamento;
- O livre acesso aos meios de informação e divulgação de noticias;
- a faculdade de exercer uma actividade cultural criadora e a possibilidade de transmitir às gerações seguintes a sua experiência e os seus talentos.
5 - A pessoa idosa tem direito a dispôr de si próprio
- O direito de não exercer tarefas que exijam esforço físico ou intelectual;
- A liberdade de formar a sua própria opinião e de a exprimir;
- A liberdade de ter a sua própria concepção do mundo e de poder organizar a sua vida espiritual.
(Adoptada pelos representantes da Associação Internacional dos Cidadãos Idosos e pela Federação Europeia das Pessoas Idosas)
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Pobreza em Portugal

A partir do passado dia 4 de Julho, a pobreza é considerada pelo Estado português como uma violação de direitos humanos. Assim foi entendido e consagrado em Resolução aprovada pela Assembleia da Republica.
A resolução surge na sequência do debate em plenário de uma petição apresentada à Assembleia da Republica, pela Comissão Nacional Justiça e Paz, em nome de cerca de 123 000 pessoas e de várias organizações que a subscreveram. Trata-se de uma declaração pública com força deliberativa que merece ser posta em prática não só pelos poderes públicos como pelas várias instâncias da sociedade civil.
Além do reconhecimento da pobreza como uma violação dos direitos humanos, a resolução visa ainda a fixação de um limiar de pobreza, em função do nível de rendimento nacional e das condições de vida padrão na nossa sociedade, o qual deverá ser tido em conta na definição das politicas públicas, nomeadamente na determinação das prestações sociais.
Podemos afirmar que com esta resolução a classe politica portuguesa, aprovou o documento por unanimidade, se aproxima das sociedades democráticas europeias com uma longa tradição de Segurança Social e de justa redistribuição da riqueza. Oxalá esta resolução implique uma verdadeira transformação social para eliminar de uma vez para sempre da nossa sociedade a chaga da pobreza."
Fonte: Jornal de Sintra edição de 5 de Setembro 2008
ARTIGO 1.º
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
ARTIGO 22.º
Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos económicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país.
ARTIGO 25.º
Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.
Esta carta foi adoptada e proclamada pela Assembleia Geral na sua Resolução 217A (III) de 10 de Dezembro de 1948.
Publicada no Diário da República, I Série A, n.º 57/78, de 9 de Março de 1978, mediante aviso do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Conto Popular

"Em tempos que já lá vão, era costume nalgumas terras os filhos levarem os pais velhos, que já não podiam trabalhar, para um monte e deixarem-nos lá morrer de fome.
Ora uma vez um rapaz, segundo aquele costume, levou o pai às costas, pô-lo no monte e deu-lhe uma manta para ele se resguardar do frio até morrer. O velho disse para o filho:
- Trazes uma faca?
- Trago senhor; para que a quer?
- Olha, corta ao meio a manta que me dás e leva metade para te embrulhares quando o teu filho te trouxer para aqui.
O rapaz considerou, tomou outra vez o pai às costas e voltou com ele para casa.
Assim acabou aquele maldito costume."
Contos Populares
terça-feira, 8 de julho de 2008
Mérito
"A Irmã Maria Clara Outeiro, da Obra Imaculada Conceição e Santo António, vai ser condecorada pela Câmara Municipal de Sintra com a Medalha de Mérito Municipal – Grau de Ouro. A cerimónia decorre em Dona Maria, freguesia de Belas, no próximo dia 12 de Julho, pelas 12h00.
A Medalha de Mérito Municipal destina-se a galardoar pessoas singulares ou colectivas, nacionais ou estrangeiras que, por serviços prestados ao concelho, sejam dignas de reconhecimento e apreço.
É neste sentido, que a autarquia decidiu atribuir o primeiro grau da referida medalha à Irmã Maria Clara Outeiro pelo relevante papel social que desempenha no município de Sintra e na Obra Imaculada Conceição e Santo António- Lar das Meninas, em Dona Maria, instituição que desenvolve actividades de solidariedade social, nomeadamente no apoio e protecção a crtianças desfavorecidas, abandonadas e vitimas de maus tratos."
terça-feira, 3 de junho de 2008
Apelo Urgente.............

quarta-feira, 14 de maio de 2008
Sensiveis à Acção Social

A pizzaria lisboeta “Il Panzonne” oferece, todos os dias, refeições aos mais carenciados, local onde algumas pessoas já se habituaram a ir pedir comida, através do “passa a palavra”. Mas o restaurante não é o único sítio onde as refeições são oferecidas, cerca de 30 pizzas são também diariamente distribuídas aos sem-abrigo em várias zonas de Lisboa, por carrinhas de voluntários da Nóuni – uma associação para a Cooperação e Desenvolvimento que surgiu há dez anos com o objectivo inicial de “ajudar os filhos dos emigrantes PALOP em Portugal”, referiu à Lusa o vice-presidente da associação, Carlos Carvalho.
Pizzas e outras refeições saem diariamente da cozinha desta pizzaria, situada no centro comercial Via Veneto, em Lisboa, para alimentar pessoas carenciadas e sem-abrigo, uma situação que surgiu da colaboração do restaurante com a Nóuni.
Uma parceria que surgiu quando o presidente da Nóuni, Agostinho Amado Rodrigues, conheceu o casal Craveira, proprietário do restaurante, há três anos. “Nós não damos só pizzas. Cozinhamos qualquer prato, eles não podem comer sempre a mesma coisa”, disse Cândida Craveira à Lusa, que actualmente já integra o corpo de voluntários da Nóuni que distribui as pizzas por locais como Santa Apolónia, Praça do Comércio, Cais do Sodré, Rossio, Santos ou Anjos.
“Queremos ver a vida das pessoas a mudar realmente”, disse a dona do restaurante, que prefere “dar mil euros para um jantar para sem-abrigo”, como na consoada de Natal organizado em conjunto com a Nóuni, “em vez de dar uma viagem de finalistas” à sua filha. Esta atitude provém da sua infância: “quando tinha onze anos, o meu pai emigrou para os Estados Unidos e ajudou 85 famílias portuguesas a instalarem-se lá. Eu, muito nova, fazia de tradutora, procurava casas para eles, médicos, tudo”. “O que dás, volta para ti”, é o mote de Cândida Craveira.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Dia Internacional da Família

"A Assembleia Geral da ONU proclamou, pela Resolução n.º 47/237 de 20 de Setembro de 1993, o dia 15 de Maio como DIA INTERNACIONAL DA FAMÍLIA, com o objectivo de chamar a atenção de todo o mundo, governos, responsáveis por políticas locais e famílias, para a importância da FAMÍLIA como núcleo vital da sociedade e para os seus direitos e responsabilidades.
O primeiro Dia Internacional da Família foi em 1994.
(...)
- Será que se tem valorizado a Família como a comunidade onde naturalmente se nasce, cresce e morre como pessoa ?
- Será que se tem valorizado a Família como a comunidade onde naturalmente se desenvolvem os laços afectivos, solidários e intergeracionais ?
- Será que se tem valorizado a Família como a comunidade onde naturalmente se vivem as virtudes humanas que os filhos apreendem pelo exemplo ?
Então, mãos à obra! Exerçamos, cada um, a cidadania !
(...)
Na Família dá-se e recebe-se ternura, carinho, apreço, segurança, generosidade, partilha, ... numa palavra: AMOR.
Mas..., antes de tudo, a FAMÍLIA é fonte de VIDA.
A Vida é condição prévia à existência de qualquer direito.
Portanto, o Direito à Vida deve ser defendido por todos.
(...)
A FAMÍLIA aberta à Vida é a maior riqueza. Os filhos representam o florescer da Família, são o elo de ligação entre o passado, o presente e o futuro e constituem a Esperança da Sociedade.(...)
sábado, 10 de maio de 2008
Curso Tecnológico de Acção Social
Este curso habilita o aluno com um conjunto de saberes nos domínios da acção social, da saúde e do socorrismo, das expressões artísticas, da actividade lúdica e da comunicação, perspectivando-os como práticas culturais,
Saídas Profissionais
Com a qualificação obtida neste curso, o aluno poderá trabalhar em sectores como o da animação sociocultural e o do apoio social, e exercer as seguintes profissões:
técnico de animação sociocultural/animador sociocultural;
técnico de apoio social.
Referenciais de Emprego
As profissões integradas nos sectores de animação sociocultural e de apoio social podem ser exercidas em diferentes estruturas, nomeadamente: autarquias; associações desportivas, culturais e recreativas; associações juvenis; instituições de solidariedade social; lares de terceira idade; centros de dia; hospitais; empresas dedicadas à prestação de cuidados domiciliários (a idosos, crianças ou bebés) ou à animação de festas e de ambientes públicos; ginásios, pavilhões e parques desportivos; ateliers de ocupação de tempos livres; colónias de férias e escolas.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Papel do Técnico de Acção Social

- Gosto pelas relações pessoais;
- Gosto pelo trabalho em equipa;
- Capacidade de comunicação oral e escrita, utilizando com clareza a lingua materna em diversos contextos;
- Capacidade de iniciativa, dinamismo e cooperação;
- Utilização de saberes científico-tecnológicos já adquiridos para enquadrar a realidade natural e sociocultural, abordando problemas do quotidiano;
- Capacidade de actualização permanente face às constantes mudanças sociais, culturais e tecnológicas;
- Utilização de elementos básicos das tecnologias da informação e comunicação.
Competências a desenvolver
- Interpretação de acontecimentos e situações de acordo com os respectivos quadros de referência históricos, sociais e geográficos;
- Reconhecimento das necessidades e dos recursos existentes nas Instituições e/ou Comunidades;
- Planificação, execução e avaliação de projectos de intervenção, em colaboração com outros técnicos;
- Recolha, selecção, organização e tratamento da informação para esclarecimento de situações e resolução de problemas, segundo a sua natureza e tipo de suporte, nomeadamente o informático;
- Desenvolvimento de uma metodologia perconalizada de aprendizagem e de trabalho.
sábado, 3 de maio de 2008
A área social

Deste modo, a acção social tem como função dar resposta aos segmentos da população susceptíveis de situações de maior vulnerabilidade, nomeadamente crianças, jovens, pessoas com deficiência e idosos, bem como outros grupos marginalizados em risco social ou marginalizados em consequência da desagregação das estruturas sociais.
Ora, uma das respostas da acção social tem por Objectivo garantir o acesso desses grupos mais vulneráveis a uma rede nacional de serviços e de equipamentos sociais, sendo este precisamente o campo de actuação privilegiado do técnico de acção social (Práticas de Acção Social-12º Ano).”
Pudemos então observar que a área do social é realmente muito vasta e com muitas vertentes, embora um pouco complicada.É uma área onde é impossível trabalhar sozinho, os parceiros são fundamentais.
Quem quer trabalhar nesta área tens de estar muito consciente que é mesmo isso que quer, tem de estar preparado para as diversas contrariedades que muitas vezes surgem e muito importante saber trabalhar em grupo. Por vezes é dar um passo para a frente e dois para trás.
Depois de feita esta análise, fico um pouco admirada quando observo que os partidos políticos dão pouca importância a esta área. Isto é, quando procuram elementos para concorrer nas autárquicas o que pretendem é formar uma lista com aquelas pessoas que normalmente se entendem e deixam de lado as questões do bem estar das populações que os elegem, quando no fundo o que deveriam procurar era pessoas que pudessem trabalhar em determinada área, sem qualquer pudor. Tal como num restaurante não pudemos colocar um empregado de mesa a confeccionar refeições, ou num jardim alguém sem os mínimos conhecimentos de jardinagem, também num executivo de uma Câmara Municipal ou Junta de Freguesia não devem ser colocadas pessoas sem formação nas áreas que lhes querem distribuir, deveria ser feita uma distribuição dos pelouros em função da experiência de cada um.
Esquecendo por agora as outras áreas e focando a nossa atenção na Acção Social,(que por agora é a que melhor conheço), nesta área a pessoa responsável pelo pelouro deveria ser alguém com conhecimento da matéria, sensível ao tema e acima de tudo com alguma disponibilidade para trabalhar convenientemente esta matéria.
O que vemos na maior parte das autarquias é que os pelouros são escolhidos aleatoriamente, o que é preciso é preencher aquele pelouro, não interesse se é conhecedor ou não da matéria, até porque por norma existe um técnico superior de acção social que fará o trabalho. Mas quem faz a ponte entre este técnico e o executivo? Certamente será o vereador do pelouro. E então, não devem trabalhar em equipa?Falar a mesma linguagem?
É claro que sim, por isso atrevo-me a dizer que a pessoa escolhida deve ter tempo disponível e perfil adequado à função que vai exercer. Só assim esta ou qualquer outra área poderam ter sucesso. Não se deve aceitar determinados cargos só porque podem levar à “fama”, devemos analisar se temos capacidade para cumprir com os objectivos que a função exige.
Lanço assim, um desafio aos lideres partidários: sensibilizem os vossos militantes para esta questão, e ao formarem listas procurem as pessoas certas para os lugares certos, concerteza os indivíduos trabalham com maior prazer e entrega quando fazem algo para o qual estão vocacionados.
terça-feira, 29 de abril de 2008

Quando se fala em violência contra o idoso muitas pessoas pensam logo em espancamentos, torturas, privações e aprisionamento (que infelizmente são comuns), mas para além destas existem muitas outras situações de violência que são complexas, de difícil diagnóstico e prevenção.
Os agressores mais frequentes dos idosos são os seus cuidadores, muitas vezes, familiares próximos. Na grande maioria dos casos o agressor é o companheiro(a) ou os seus próprios filhos.
São variadíssimas as formas de violência a que o idoso dependente está sujeito: maus tratos e abusos físicos, maus tratos psicológicos, negligência por abandono, negligência medicamentosa ou de cuidados de saúde, abuso sexual, abuso material e financeiro, privação e violação de direitos humanos.
Os maus-tratos contra os idosos praticados pela família e pelos cuidadores são muitas vezes agravados pela falta de preparação, e pouca sensibilização para a velhice. Quanto maior for o índice de dependência do idoso e a precariedade social, mais provável é ocorrerem situações de maus-tratos. Quem conhece a realidade institucional não legalizada (e por vezes até algumas legalizadas) sabe que não são raras as situações em que se verifica um completo desrespeito pela dignidade do idoso mais dependente, sobretudo no que concerne à satisfação de necessidades fisiológicas básicas, cuidados primários de saúde e higiene e o tão essencial contacto humano.
O abandono, a desqualificação da sua personalidade e experiência, a infantilização, o atropelamento ao direito de ser ouvido, a negação de um espaço físico onde se possa sentir seguro, ou a interdição para a administração dos seus próprios bens, são formas comuns de violência contra os idosos. A super-protecção também pode ser uma forma dissimulada agredir, impedindo o idoso de fazer coisas para as quais tem condições plenas.
Algumas pessoas acreditam que providenciar tratamento e medicação adequados é suficiente para preservar a saúde e o bem-estar dos seus familiares mais velhos. Mas providenciar tratamento e medicação não chega. É preciso fazer mais e melhor! Não adianta tentar aliviar a consciência dando o melhor tratamento médico, quando se nega um carinho, uma visita ou um telefonema. O acompanhamento, a estimulação, o amor e a atenção oferecem ao idoso a oportunidade de ser útil a si mesmo e aos outros, de se divertir, aproveitar a vida, em suma, de viver.
É preciso mudar esta mentalidade voltada para a morte. Temos que transformá-la num maior investimento na melhoria da qualidade de vida do idoso, estimulando-lhe o prazer e a alegria em estar vivo.
O problema da violência contra os idosos é um problema de todos nós e não só dos idosos. A degradação da qualidade de vida dos idosos espelha as nossas falhas e a nossa fuga perante o envelhecimento. É necessário revalorizar o papel do idoso na vida social, familiar, económica e política, e criar oportunidades para que utilizem as suas capacidades em actividades que dignifiquem a sua existência. Respeitar a individualidade, não infantilizar, não os tratar como doentes ou incapazes, oferecer cuidados específicos para a sua faixa etária, preservar a sua independência e autonomia, ajudar a desenvolver aptidões, ter paciência com a lentificação do ritmo na realização das tarefas, trabalhar as suas perdas e os seus ganhos, promover a estimulação bio-psico-social. Isto, só é possível com o alargamento do espaço de intervenção social, o desenvolvimento de respostas especializadas e a formação continua de técnicos neste domínio
Mude a sua mentalidade!
- Sempre que olhar para uma pessoa idosa, tente pôr-se na pele dela. Perceba os constrangimentos inerentes à velhice
- Converse com as pessoas idosas. Não tenha medo. Elas não são de cristal.
- Não infantilize as pessoas mais velhas. Elas detestam quando o faz
- Não esteja permanentemente a confrontar a pessoa idosa com as suas dificuldades. Ninguém gosta disso!
- Se gosta verdadeiramente dos seus familiares idosos não os superproteja
- Respeite a individualidade e a personalidade de todas as pessoas, inclusivamente das pessoas mais velhas e seriamente doentes ou dependentes
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Os idosos..........

Houve uma época em que o cidadão passava a vida inteira a trabalhar, e quando se reformava, tudo o que ele queria era descansar.
O envelhecimento activo é uma recomendação da ONU (Organização das Nações Unidas) para as políticas públicas relacionadas com envelhecimento. Ele prevê a optimização das oportunidades de saúde a fim de aumentar a qualidade de vida conforme as pessoas envelhecem.
domingo, 20 de abril de 2008
Envelhecer.....

É portanto necessário assegurar aos idosos uma “vida digna e independente” para que possam participar com os outros cidadãos na vida da comunidade com efectiva capacidade.
Segundo os Princípios das Nações Unidas, os idosos têm direito a:
·Independência – Acesso à satisfação das suas necessidades primárias, apoio das famílias e da comunidade para a sua própria auto-suficiência; Acesso a programas educativos e de formação adequados; Possibilidade de viver em ambientes seguros e adaptados às suas preferências pessoais e às suas capacidades; Possibilidade de residência no seu próprio domicilio durante o tempo que desejarem.
·Participação na sociedade – Integração na sociedade e participação activa na formulação e aplicação das políticas que respeitem o seu bem-estar e faculdade de partilha de conhecimentos com as gerações mais novas; Viabilidade na prestação de serviços à comunidade e de trabalho como voluntários; possibilidade de criação de movimentos e associações de idosos.
·Assistência – acesso aos cuidados de saúde que os ajudem a manter ou recuperar um bom nível de bem-estar físico, mental e emocional, assim como prevenir ou atrasar a doença; Acesso aos serviços sociais e jurídicos que lhes assegurem níveis de autonomia, de protecção e de cuidados adequados; Acesso a meios institucionais apropriados que lhes proporcionem protecção, reabilitação e estímulos sociais e mentais em ambiente humano e seguro.
· Auto-realização – Possibilidade de acesso a oportunidades de desenvolvimento das suas capacidades; Acesso aos recursos educativo, culturais, espirituais e recreativos da sociedade.
· Dignidade – Viver com dignidade, segurança e livre de explorações e de maus-tratos físicos e mentais; Receber tratamento digno, independentemente da sua idade, sexo, etnia ou diferenças económicas.
A Constituição da República declara no seu artigo 72º que:
1. As pessoas idosas têm direito à segurança económica e a condições de habitação e convívio familiar e comunitário que respeitem a sua autonomia pessoas e evitem e superem o isolamento ou a marginalização social.
2. A política da terceira idade engloba medidas de carácter económico, social e culturais tendentes a proporcionar às pessoas idosas oportunidades de realização pessoal através de uma participação activa na vida da comunidade.
terça-feira, 1 de abril de 2008
1º de Abril

Em 1564, depois da adopção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de Janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de Abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.
Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day ou Dia dos Tolos, na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, o que significa literalmente "peixe de Abril".
No Brasil, o 1º de Abril começou a ser difundido em Pernambuco, onde circulou "A Mentira", um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de Abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. "A Mentira" saiu pela última vez em 14 de Setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de Abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente."
segunda-feira, 31 de março de 2008
Palavra de Honra
“- Senhor, dou-lhe a minha palavra…”
Era palavra dada, era uma obrigação perante a pessoa a quem “jurava a palavra”, mas também perante a sociedade. Constando-se pelas redondezes que determinada pessoa havia “faltado à palavra”, perdia toda a credibilidade.
“-….cuidado que esta pessoa não tem palavra!”, sussurrava-se logo e o faltoso nem sequer tinha quem lhe fiasse um copo de vinho. Sim, porque os tempos eram muito difíceis e o dinheiro faltava. Eram os longos Invernos que não permitiam trabalhar e sem trabalho não havia dinheiro. Era a grande procura de trabalho e a falta de oferta… Mas, em casa a família tinha que comer.
“- Ò sr. Francisco, precisava de levar mercearia… mas não tenho dinheiro para pagar!”
“- …ò homem, leva lá a mercearia e mata a fome à canalha. És uma pessoa de palavra, leva o que precisares da minha casa e quando ganhares, pagas.”
E não falhavam. Eram pessoas de palavra. Logo que conseguiam trabalho e ganhavam uns tostões, a primeira coisa que faziam era ir à mercearia pagar as dívidas.
E, se sobrasse dinheiro, ia à tasca ali ao lado para poder pagar um copo a um amigo. Bebia o copo, poderia pagar mais outro, mas acima de tudo e, à sua maneira, estava a festejar consigo próprio e a mostrar à sociedade que era uma pessoa de bem, que tinha pago as dívidas e portanto podia circular pela rua com a “cara descoberta”. Dizia-se então: “pobrete mas alegrete”.
Sempre foi ambição de qualquer pai deixar alguma “coisa” aos filhos, quando morresse. Pelo menos, algo mais do que havia herdado e por isso, se eventualmente o vizinho ao lado das suas terras tivesse que vender umas jeiras, por dificuldades ou impossibilidade de as trabalhar, lá ia o velho pai falar com o vizinho.
“-… ò Ti Júlio, eu bem que gostaria de comprar as suas leiras que partem com as minhas para deixar aos meus filhos…”
“-…então, é uma questão de conversarmos”.
“-…pois é, mas a vida agora está um pouco difícil…Se ao menos eu pudesse ir-lhe pagando aos poucos… Dou-lhe “ a minha palavra de honra” que tudo será pago.
Aquela ”palavra de honra” valia mais que uma escritura. No fim da conversa, apertavam as mãos para selar o compromisso. Poderia o pai morrer descansado que os seus filhos, ao herdarem mais um pedaço de terra, sabiam que tinham a obrigação de pagar o resto da dívida para honrar a “palavra ” que fora empenhada e abrangia toda a família.
Eram outros tempos, outras mentalidades.
Este compromisso, valia para as pessoas envolvidas mas também para a comunidade local. Toda a gente sabia e respeitava aquilo que fora acordado entre ambas as partes.
Mas a verdade, é que muitos problemas se originaram desta maneira de estar na vida!
Posteriormente, quando os organismos oficiais procuraram fazer registos de propriedade, os herdeiros ou novos proprietários, não tinham outros comprovativos que, mais uma vez, não fosse a sua palavra. Nada havia registado em Notariado ou Secção de Finanças!
A “palavra de honra” , para o caso, já não valia. Eram precisas provas de facto.
Tantos problemas que isso originou!
Muita gente “governou” vida! Muita gente foi prejudicada.
Sempre houve “Chicos espertos”…
Tenho saudades dos tempos antigos.
Não da pobreza, da miséria e falta de cultura, mas sim das pessoas que ao darem “ a palavra de honra”, se sabia que cumpririam, custasse o que custasse.
Inspirou-me este texto a visita de um Amigo Virtual desta Comunidade.
Prometeu, em tempos, que por aqui passaria.
E cumpriu."
Infelizmente, com as mudanças de....tudo e mais alguma coisa, quer parecer-me que até isto mudou e hoje escrito ou honrado pela palavra deixou de ter qualquer sentido ou valor.
domingo, 30 de março de 2008
Egoísmo é....
Wikipédia
O Homem - um ser egoista
VALE A PENA PENSAR NISTO.....
"O egoísmo foi sempre o mal da sociedade e quanto maior tanto pior é a condição da sociedade."
terça-feira, 25 de março de 2008
Envelhecimento

É realmente importante manter activas todas as nossas capacidades fisicas e intelectuais, e para que isso aconteça apenas temos de nos "mexer". Quando digo mexer refiro-me a fazer exercício físico e a manter o nosso cérebro em actividade. Um pouco de leitura ou até mesmo alguns exercícios como as palavras cruzadas, sopas de letras, etc, podem ajudar-nos a manter o cérebro ocupado.
domingo, 23 de março de 2008
O que os Centros de Convívio podem oferecer

Nos centros de convívio os utentes podem usufruir de diversos serviços e actividades dinamizadas pelo próprio centro ou em parceria com as Juntas de Freguesia, Câmaras Municipais ou entidades particulares, tais como:
Ginástica geriátrica
Serviços de enfermagem
Lanches
Ateliers diversos (Arraiolos, tricot e crochet, artes decorativas, etc)
Alfabetização
Conjunto de actividades:
Visitas culturais
Passeios de um ou dois dias
Almoços de convívio
Festas e bailes
Sessões de leitura
Música (grupos corais)
Exposições
Torneios diversos (cartas, dominó, damas, malha, ………)
Teatro, etc
Para que estas acções tenham sucesso é necessário realizar um diagnóstico da população.
Os centros devem conhecer as preferências dos seus utentes para lhes poderem oferecer os serviços mais necessários e as actividades da sua preferência.
Isto, porque por norma, numa 1ª fase o idoso procura sempre desenvolver actividades da sua preferência, não estando muito disponível para aprender coisas novas, julga já ter aprendido tudo. Apenas quer comunicar com o outro, relaxar e divertir-se.
Numa 2ª fase surge o interesse por novos conhecimentos/actividades.
De início o idoso poderá não aceitar a actividade e nunca deverá ser obrigado a realizar algo que não pretende, ele tem de sentir que de facto a quer realizar, e aí sim, sente necessidade de obter mais conhecimentos.
terça-feira, 18 de março de 2008
Bruxelas investe nos idosos

sexta-feira, 14 de março de 2008
Centros de convívio para idosos

São centros a nível local, que pretendem apoiar o desenvolvimento de um conjunto de actividades sócio-recreativas e culturais, organizadas e dinamizadas com a participação activa dos idosos residentes numa determinada comunidade e que tenham preferencialmente 65 ou mais anos.
Constituem uma resposta social organizada em termos de equipamento.
Surgem em finais dos anos 60 (na mesma altura que os centro de dia), mas tal como a sua definição o indica, estão mais vocacionados para a animação e lazer dos idosos.
-Prevenir a solidão e o isolamento;
-Incentivar a participação e potenciar a inclusão social;
-Fomentar as relações interpessoais e intergeracionais;
-Contribuir para retardar ou evitar a institucionalização.
Como funcionam
Os centros de convívio devem criar respostas sociais para a população idosa e qualificar o serviço prestado através de um enquadramento técnico no planeamento das actividades. Devem estudar a população alvo e oferecer-lhes o que necessitam e o que realmente gostam.
Cada centro funciona da forma que entende ser a mais correcta, não fugindo às indicações dadas pela Segurança Social, sempre em prol do bem estar dos seus utentes.
O seu horário de funcionamento varia consoante as necessidades da comunidade, podem trabalhar de 2ª a 6ª feira apenas no período da tarde ou durante todo o dia. Nalguns casos funcionam também durante o fim de semana.
quinta-feira, 13 de março de 2008
Envelhecimento da população portuguesa
